mais uma vez ele busca encontrar sua outra cara metade
Já é noite e mesmo com a umidade do ar, ele canta baixinho uma antiga canção.
Vazio no peito, ferido no coração.
Melancólico e sozinho com luvas nas mãos
ele pede a Deus que o proteja naquela noite
por estar longe de seus pais,primos e irmãos.
Na sua boca perpetua o gosto da solidão.
Afinal, definhar ou crescer?
Permanecer acordado ou adormecer?
tantas questões ele criava mas do nada ele é pego de relance ao ver uma antiga amiga do outro lado da praça.
Agora ele finge de distraído,prefere ficar desiludido e febril.
É mês de abril e ele nem viu o ano passar,
não viu também sua velha amiga se aproximar e puxar assunto.
Passado alguns minutos eles saem de mãos dadas, seus destinos estavam traçados
e no final as duas partes que de tão longe gritavam telepaticamente
agora caminham para frente para um parque naturalmente.
Dessa vez a roda gigante girou e completou seu giro com um beijo caloroso e risos.