domingo, 16 de novembro de 2014

Essa noite chove
lagrimas de meus olhos
em meu quarto frio
gotas que formam um rio
um espelho que reflete
mais essa desilusão tão vil
vilão dos meus sonhos
amante de meus medos
tortura-me e ilude-me
todos dizem
a ti falta um amor
me suplanto  em dor
e tudo se repete
o mesmo lugar
o mesmo lado do peito
o mesmo desejo de nunca amar
a mesma ânsia por inercia e lagrimas
um doce veneno para que eu possa descansar
antes de partir
me olho no espelho
sombrio percebo me odiar
tudo que sempre me faltou
são curativos que me impeçam de sangrar